

Existe uma ideia recorrente de que “antes era melhor”. Menos pressão, menos cobrança, menos excesso.
Talvez essa nostalgia faça sentido nas redes, especialmente com trends que exaltam o passado.
Na dermatologia, não.
Em dez anos, muita coisa mudou. Não porque surgiram modas novas, mas porque a ciência avançou. E quando falamos de pele, nostalgia não é critério clínico.
Veja aqui o conteúdo que publiquei no Instagram, onde explico com detalhes:
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A maior transformação dos últimos anos não veio de um ativo revolucionário ou de um protocolo da moda.
Veio do entendimento mais profundo da pele como um órgão complexo, dinâmico e influenciado por múltiplos fatores.
Hoje, o cuidado dermatológico é menos automático e mais individualizado. Menos repetição de fórmulas prontas. Mais critério, estratégia e personalização.
Na acne, deixamos de tratá-la como um evento pontual.
Hoje ela é entendida como uma doença inflamatória crônica, que exige controle contínuo, uso criterioso de antibióticos e atenção às alterações subclínicas da pele, mesmo fora das crises.

Na rosácea, abandonamos classificações engessadas.
A abordagem atual considera fenótipos clínicos, inflamação neurovascular, identificação de gatilhos individuais e o cuidado com a barreira cutânea como parte central do tratamento.

No melasma, a mudança foi ainda mais significativa.
Ele deixou de ser visto apenas como uma mancha. Hoje é reconhecido como uma condição crônica, cujo objetivo é controle, não promessa de cura.
A importância da luz visível, da fotoproteção com óxidos de ferro, de estratégias menos agressivas e da manutenção ao longo do tempo transformou completamente a forma de tratar.

Talvez 2016 pareça mais leve nas redes sociais. Mas 2026 é mais responsável na dermatologia.
Hoje, tratamos menos por hábito e mais por evidência. Menos por memória afetiva e mais por ciência. Isso não significa excesso. Significa maturidade clínica.
Cuidar da pele não é sobre repetir o que sempre foi feito. É sobre acompanhar a evolução do conhecimento e aplicar isso com critério, respeito e individualidade.
Talvez o passado seja confortável. Mas o presente é mais consciente.
Qual dessas mudanças mais te surpreendeu?