Das coisas que acho chique: escolher melhor, não ter mais

Quando foi a última vez que você saiu do automático?

19 de agosto de 2026

Quando foi a última vez que você saiu do automático?

19 de agosto de 2026

Por muito tempo, eu associei variedade a quantidade.

Se surgia um evento importante, minha primeira reação era pensar em uma roupa nova. O armário ficava cada vez mais cheio, mas a sensação de não ter o que vestir continuava exatamente ali.

Até que comecei a questionar essa lógica.

Hoje, algumas das roupas que mais gosto são justamente aquelas que mais repeti. Tenho um casaco feito para o meu casamento que já usei inúmeras vezes, conjuntos cujas peças funcionam separadamente e uma saia branca que já foi do batizado do meu afilhado a uma festa completamente diferente.

Não virei minimalista. Apenas comecei a entender que ter mais opções não significa, necessariamente, fazer escolhas melhores.

E percebi que essa reflexão tem muito mais a ver com a dermatologia do que parece.

Veja o conteúdo que publiquei no Instagram sobre isso, com as fotos.

 

Um guarda-roupa cheio nem sempre é um guarda-roupa funcional

Quando comecei a fazer algumas roupas sob medida, não foi simplesmente pela ideia de exclusividade.

Cansei de peças que não vestiam tão bem, tecidos que não eram agradáveis e roupas que pareciam ter sido compradas para uma única ocasião.

Comecei a preferir investir em algo pensado para a minha estrutura e para a minha vida. Uma peça que pudesse mudar completamente dependendo da combinação e que eu tivesse vontade de continuar usando depois que a novidade da compra passasse.

Hoje, repetir uma roupa não me incomoda. Pelo contrário.

Para mim, uma boa escolha é justamente aquela que continua funcionando.

A dermatologia também entrou na lógica do excesso

No consultório, percebo um comportamento bastante parecido.

Vivemos cercados por novidades: cosméticos, tecnologias, procedimentos, ativos, técnicas e protocolos que aparecem em uma velocidade impressionante.

E, quando existe tanta oferta, é muito fácil confundir “eu posso fazer” com “eu preciso fazer”.

É assim que surgem rotinas de skincare com 12 passos porque viralizaram, procedimentos padronizados, novas seringas sem uma necessidade clara e tratamentos acrescentados ao planejamento simplesmente porque são novidade.

É uma espécie de “fast fashion” da dermatologia: algo novo aparece e, de repente, aquilo que funcionava até ontem parece insuficiente.

Mas a pele não acompanha tendências. E o rosto não deveria precisar ser constantemente atualizado para permanecer atual.

Individualização também é saber o que você não precisa

Na moda, passei a valorizar peças pensadas para a minha estrutura.

Na dermatologia, acredito no mesmo princípio.

Uma boa prescrição não é aquela que reúne o maior número possível de produtos ou procedimentos. É aquela que considera aquela pele, aquele rosto, aquela fase da vida e aquilo que realmente precisa ser tratado.

Talvez por isso eu esteja cada vez menos interessada no excesso e cada vez mais interessada no ajuste milimétrico.

Ter o necessário. Investir melhor. Escolher com critério. E não abandonar algo que funciona simplesmente porque uma novidade apareceu.

Se me perguntassem hoje o que eu realmente acho chique, tanto na moda quanto na pele, talvez minha resposta fosse muito mais simples do que seria alguns anos atrás.

Não é ter sempre alguma coisa nova.

É conhecer tão bem o que funciona para você que não exista a necessidade de acompanhar cada tendência que aparece.

Uma boa escolha não perde o valor apenas porque deixou de ser novidade.

E você: na roupa e na pele, tem escolhido mais pelo que funciona ou pelo que está em alta?

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