O que realmente vale a pena trazer de farmácia em uma viagem ao exterior?

o segredo da beleza de Shakira
Qual o segredo da beleza de Shakira aos 49 anos?
20 de julho de 2026
Compras no exterior Dra. Fabiana

Existe uma cena que se repete em praticamente toda viagem internacional.

Alguém entra em uma farmácia disposto a encontrar “o creme que não existe no Brasil”. Sai de lá uma hora depois, com uma sacola cheia e a sensação de que encontrou o segredo da pele perfeita.

Como dermatologista, preciso dizer uma coisa: provavelmente não encontrou.

E talvez tenha deixado para trás algo muito mais valioso.

Veja aqui o conteúdo que publiquei no Instagram:

 

O melhor investimento da sua viagem não está na farmácia

Em Economia, existe um conceito chamado custo de oportunidade.

Toda escolha tem um preço. Quando você decide gastar uma tarde inteira percorrendo farmácias atrás de um cosmético viral, deixa de investir esse tempo em outra experiência.

Pode ser um almoço sem pressa.
Um passeio.
Uma conversa.
Ou simplesmente o descanso.

Viajar é uma oportunidade rara de desacelerar. Transformar esse momento em uma maratona de compras dificilmente faz sentido.

O mercado brasileiro mudou muito

Há alguns anos, fazia sentido voltar do exterior com a mala cheia de dermocosméticos.

Hoje, a realidade é diferente.

Temos excelentes produtos disponíveis no Brasil, além da facilidade de comprar muitos itens online e recebê-los até mesmo no hotel, quando realmente existe alguma vantagem.

Nenhum cosmético comprado em uma farmácia americana, japonesa ou coreana será capaz de transformar sua pele sozinho.

Uma boa rotina de cuidados sempre terá mais impacto do que um produto “milagroso”.

Então, o que realmente vale trazer?

Se for reservar espaço na mala, prefira produtos que ofereçam alguma vantagem real.

Na minha lista entram:

  • miniaturas de produtos bem formulados, ótimas para quem viaja com frequência;
  • alguns protetores solares corporais em spray ou bastão, especialmente pela resistência à água (embora essa diferença esteja diminuindo rapidamente no Brasil);
  • gloss labiais de marcas que ainda têm pouca distribuição por aqui;
  • brinquedos e livros infantis diferentes dos encontrados no mercado brasileiro;
  • peças em sale (não é promoção nem liquidação), especialmente itens de lã como os da Zara, com excelente qualidade.

Ou seja: compras específicas, feitas com intenção.

Não uma caça desenfreada por qualquer cosmético viral.

O que voltou comigo de Nova York

Curiosamente, desta vez eu não trouxe nenhum protetor solar.

Voltei com gloss em cores que eu não tinha, algumas travessas de porcelana, ímãs de geladeira, algumas obras de arte e aquilo que sempre considero o melhor souvenir: memórias.

Também costumo comprar arte local em todas as viagens. São essas pequenas escolhas que, anos depois, continuam contando histórias dentro de casa.

No fim das contas, talvez o melhor produto para a pele que uma viagem possa oferecer seja outro.

Dormir melhor.
Desacelerar.
Reduzir o estresse.

Porque nenhum creme substitui os benefícios de voltar para casa verdadeiramente descansada.

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